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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Obras de Arte - Henri Matisse

Obras de arte – Possibilidades de criação
“Henri Matisse”
         
"Paisagem" - 1905


Henri Matisse nasceu na França. Em 1887, foi para Paris para estudar Direito e trabalhava como um administrador do Tribunal de Le Cateau-Cambrésis. Começou a pintar em 1889, quando sua mãe lhe trouxe o material necessário durante um período de convalescência após um ataque de apendicite. Ele descobriu "uma espécie de paraíso", como ele mais tarde descreveu, e decidiu tornar-se um artista, decepcionando profundamente seu pai.

Inicialmente pintou naturezas-mortas e paisagens no tradicional estilo flamengo, no qual ele obteve proficiência razoável. Em 1896, exibiu cinco pinturas no salão da Sociedade Nacional de Belas Artes e o estado comprou duas de suas pinturas. O resultado permitiu o contato com Auguste Rodin e Camille PisarroEm Luxemburgo, a partir de 1897, começa a se interessar pelo impressionismo.

"Harmonia Vermelha" - 1908

                Matisse mergulhou no trabalho dos outros e endividou-se comprando trabalhos de muitos dos pintores que admirava. O trabalho que pendurou e exibiu em sua casa incluía um busto de gesso feito por Rodin, um quadro de Gauguin, um desenho de Van Gogh e o mais importante, Três Banhistas, de Cézanne. Na percepção de Cézanne da estrutura e cor pictóricas Matisse encontrou sua principal inspiração. Muitas de suas pinturas entre 1899 e 1905 fazem uso de uma técnica pontilhista adotada de Signac.

Participou de várias exposições mas somente na exposição de 1905, em Paris,  é que foi reconhecido e valorizado. Parte do público ficou escandalizada com as cores violentas e puras de suas obras. Fez várias viagens, que seriam suas fontes de inspiração, viajou para Argélia, Itália, Alemanha, Marrocos, Rússia, EUA e Taiti.

"A dança" - 1910

Entre 1913 e 1917, fase que ele considerou mais importante, sua pintura era um pouco austera, com linhas retas e formas geométricas. Depois seu estilo ficou mais solto, figuras femininas e o interior foram seus principais temas, trabalhados em estilo livre e com cores decorativas. Matisse conseguiu reputação internacional com exibições em Moscou, Berlim, Munique e Londres.

Em 1941, adoentado por um câncer, foi hospitalizado e sem poder viajar, utilizou experiências recolhidas em suas viagens para aperfeiçoar sua originalidade. Sua enfermeira, Monique Bourgeois, aceitou ser sua modelo. Nesse período, Matisse inventou a técnica de "desenho com tesoura".

"O mar da Polinésia" - 1946

Em 1945, fez uma grande retrospectiva no Salão de Outono, quando realizou trabalhos com tapeçaria inspirado pelo céu e mar da Polinésia Francesa. Em 1952, inaugurou um museu em sua cidade natal. Matisse pensava que os artistas tinham que ter olhos de criança, sempre olhar como se fosse a primeira vez.

Na Europa, Matisse tornou-se o símbolo máximo do fovismo, pois partindo do colorido vibrante e agressivo de Van Gogh e Gauguin (pós impressionistas), os fauvistas rejeitaram não só o império da forma, ditado pela academia, como também o conceito de luminosidade dos impressionistas, passando a usar a cor como fator primordial da pintura e levando-a às últimas conseqüências, resultando daí quadros tão bonitos quanto artificiais.


"Ícarus" - 1947

Atividades: Pinturas realizadas em diferentes bases, seguindo o estilo de Matisse.

Objetivos:
a)   Conhecer a vida e as obras de Matisse, as características de sua pintura, as cores utilizadas e os temas abordados.
b)   Escolher uma obra do artista, fazer a leitura formal e interpretativa.
c)   Apropriar-se da obra e criar obras inéditas, com diferentes materiais.


Atividade 01 – “A dança” – Matisse – Lápis branco e prata sobre preto


Material: papel Color set preto, Lápis de Cor branco e prata (Acrilex).

Modo de fazer:
a) Faça o desenho das siluetas dançando no papel color set preto.
b) Pinte com lápis de cor branco (contornos, partes mais salientes, chão).
c) Com o lápis de cor prata valorize alguns contornos e partes do desenho.


Atividade 02 – “ A dança” – Matisse – Crystal Cola Brilliant preta e Giz de Cera Triangular


Material:  papel Canson branco gramatura 300, Crystal Cola Brilliant preta, Giz de Cera Triangular (Acrilex), papel color set preto, régua e tesoura.

Modo de fazer:
a) Faça o desenho das siluetas dançando no papel Canson branco.
b) Contorne todas as siluetas com a Crystal Cola Brilliant preta. Espere secar.
c) Com o giz de cera triangular deitado, pinte todo o trabalho.
d) Pinte alguns lugares (reforço) com o giz de cera vertical ao papel (ombros, barriga, pernas, etc).
e) Faça uma moldura com o papel color set preto e cole sobre o trabalho. Isso vai realçar ainda mais o resultado.

Atividade 03 – “O mar da Polinésia” – Pintura de bolsa – Tinta de tecido e Tinta Acripuff

Material:  Sacola de lona, Tinta para tecido azul claro e azul escuro, pincel, Tinta Acripuff branca (Acrilex), ferro de passar roupa, cartolina.

Modo de fazer:
a)  Recorte um retângulo de cartolina e coloque por dentro da bolsa.
b) Risque os retângulos sobre a sacola de lona e pinte-os com a Tinta para tecido azul claro e azul escuro. Espere secar.
c) Pinte os peixes e as algas com a Tinta Acripuff branca. Espere secar.
d) Vire a bolsa pelo avesso e passe com ferro quente para expandir a tinta.
    Obs: Se for fazer com crianças use o secador de cabelos para expandir a tinta.

Atividade 04 – “Gérbera” – Pintura de bolsa – Canetas Acrilpen

"La Gerbe" - 1952


Material: bolsa de lona, Canetas Acrilpen (várias cores), Cola para lantejoulas  (Acrilex), Tinta Dimensional Metálica branca (Acrilex), papel cartão, lápis, tesoura.

Modo de fazer:
a) Recorte um retângulo de papel cartão e coloque por dentro da bolsa.
b) Recorte pequenos retângulos em papel cartão e, em cada um deles faça um desenho inspirando-se na obra “Gerbe”.
c) Recorte a forma desenhada, ficará um molde vazado. Coloque o papel cartão sobre a bolsa de lona e, com a Caneta Acrilpen, preencha os espaços, fazendo linhas contínuas sem preencher por completo os espaços.
d) Em alguns dos elementos da composição cole lantejoulas com cola específica para esse fim e, no centro delas, coloque um pingo de Tinta Dimensional Metálica branca.

Conteúdos trabalhados:
-        Leitura formal, interpretativa, releitura, vida e obras de Matisse.
-        Linhas, formas, cores, composição, sobreposição, textura, movimento e harmonia.

Técnicas trabalhadas:
- Atividade 01 – Releitura de Matisse – “A dança” – Pintura com lápis de cor branco e prata sobre papel Color set preto.
– Atividade 02 – “A dança” – Releitura de Matisse – Pintura com Crystal Cola e Giz de Cera Triangular.
– Atividade 03 – Releitura de Matisse – “O Mar da Polinésia” – Pintura com Tinta de tecido e Tinta Acripuff.
– Atividade 04-Releitura de Matisse -  “La Gerbe” – Pintura sobre tecido com Acrilpen e colagem de lantejoulas.

Possibilidades de trabalho:
- Inicialmente apresente aos alunos as obras de Matisse, escolha uma delas.
- Escolhida a obra, façam a leitura formal (linhas, formas, planos, cores, formas, etc).
- No segundo momento faça a leitura interpretativa da obra (O que vejo na obra?, O que está representando, o que me lembra? Qual a mensagem traz a obra, etc).
- Fale sobre o artista Henry Matisse, seu estilo, as cores usadas nas obras, o tipo de pintura, o abuso e a simplificação das linhas e das formas, etc.
- Fale com as crianças sobre o que acontecia no Brasil e no mundo na época e o que isso influenciou as obras desse artista.
- Inspirado na obra escolhida, faça suas próprias obras utilizando diferentes materiais.
- Faça uma roda de conversa onde cada criança mostrará sua criação e contará o que aprendeu com o desenvolvimento da atividade, como foi o processo de criação, quais os novos conteúdos aprendidos e quais os relembrados.
    
Dicas:
1 - Para trabalhar com o Lápis de cor branco e prata, use inicialmente o branco e, só depois de pintar tudo o que quiser de branco é que você vai realçar a pintura com o lápis prata.
2 - Sempre que for pintar com Tinta de tecido, coloque uma cartolina por dentro da bolsa ou camiseta e, só depois de seca a pintura é que você retira a cartolina.
3 - A Tinta Acripuff expande com o calor, portanto se quiser pouca expansão coloque menos tinta, se quiser mais expansão coloque mais tinta. É importante que esteja bem seca para colocar o calor (ferro pelo avesso).

Observação 01: Para saber mais leia os livros “Comemorando e Aprendendo” I, II, III ou IV de autoria de Ivete Raffa – Editora Rideel

Observação 02 - Plano de Aula postado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - link "Educadores" -- Edição nº 10.

Ivete Raffa
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Projeto: "Cartazes e Painéis na escola"

Projeto: “Cartazes e Painéis na escola”  


O Cartaz é o geralmente confeccionados em papel, fixado na parede, em local visível, de grande circulação e sua função principal é divulgar alguma informação ou trabalhar algum tema estudado sintetizando o que foi aprendido. Seu tamanho varia de meia a duas cartolinas. O texto deverá conter uma comunicação breve e objetiva e as imagens devem despertar a atenção das pessoas.

O Painel é confeccionado em escolas em várias situações: nas datas comemorativas, para finalizar algum tema estudado ou projeto realizado, para chamar a atenção das crianças  para a limpeza da escola ou campanha que a escola esteja participando ou outras situações escolares.

Quando montamos um cartaz ou painel trabalhamos: estética, proporção, cores, letras, formatos, tamanhos, personagens, etc. Trabalhamos também a socialização, cooperação, criatividade, enfim, a confecção de um cartaz ou painel é um excelente ponto de partida para a construção do conhecimento.
       
Observação importante: antigamente o painel ou cartaz estava pronto e acabado quando ia para o corredor da escola ou para o pátio. Continha tantas informações escritas e desenhos, imagens ou colagens que ficava poluído visualmente e, na maioria das vezes, não era lido por ninguém. Hoje o painel pode ser a finalização de todo um projeto realizado ou o ponto de partida para o trabalho. Podem ser enfocados inúmeros conteúdos, tudo dependerá do que a professora planejou.

Escola Nossa Senhora da Piedade
             
INFORMAÇÕES IMPORTANTES

a) Formatos de um cartaz ou painel
Eles podem ser quadrados, retangulares, triangulares, circulares ou outros formatos.

b)  Proporção
Os elementos de um painel precisam ser proporcionais e bem distribuídos. É necessário que a mensagem não seja maior que os personagens, que os elementos sejam proporcionais entre si, por exemplo, se no painel tiver casas, árvores e crianças, as casas e as árvores não podem ser pequenas e as crianças maiores que as casas e as árvores. Não podemos colocar lado a lado duas crianças aparentando ter a mesma idade, sendo que um tem 30 cm de altura e outro 10 cm.


c)  Cores
As cores deverão ser escolhidas de acordo com o objetivo e o observador. Por exemplo, se o painel é direcionado às crianças, deverá ser colorido; se o tema é Natal, as cores mais usadas são branco, vermelho, verde, dourado e prateado. Se o tema for Halloween, as cores mais usadas são o preto, o azul marinho, roxo, marrom, verde musgo, laranja e prata.
Obs: Logo depois que vários esboços foram feitos e já se escolheu qual será o painel que será montado, é necessário planejar tudo, inclusive as cores que serão utilizadas e onde serão utilizadas.

d) Elementos de composição de um painel
Podemos utilizar figuras humanas, animais, meios de transporte, casas, árvores, etc.

e) Mensagem / Letras
Deverá ser clara, legível, curta e objetiva. As letras (frases) devem ter tamanho proporcional ao painel.
A mensagem não deve ocupar mais do que 1/5 ou 1/6 do painel.
Outra coisa que deve-se ficar muito atento ao escrever a frase é o comprimento da frase, algumas crianças não fazem um planejamento inicial, fazem todo o painel e, quando ele está pronto, começam a escrever e espremem a frase no final porque não cabe na largura do painel. É necessário e escrever com lápis preto, bem fraquinho, antes de colocar o pincel atômico ou canetinhas.


f) Perspectiva
Para se conseguir o efeito de perspectiva, os elementos devem ter tamanhos diferentes e sejam dispostos da seguinte maneira: os maiores deverão estar na parte inferior, seguidos pelos médios e, por último, os menores.

g) Planejamento
É de suma importância planejar o painel e, para isso, é muito importante saber:
- Quem serão os espectadores?
- Qual será a mensagem a ser transmitida?
- Qual o material que será utilizado?
          - Quais as cores? Tamanho? Letras?
·      A primeira coisa a ser feita é fazer esboços do que será feito, pensar em como será o fundo, os elementos, se tiver uma frase, onde será colocada, qual é o tamanho dela, etc.
·         Em segundo lugar, montar uma base com o tamanho do cartaz ou painel, poderá ser feita de jornal, cartolinas, TNT ou outro material.
·      Depois, comece a fazer os elementos do painel sol, crianças, brinquedos, árvores, casas, meios de transporte e outros.
·       Coloque esses elementos sobre a base para ver se ficarão proporcionais ao todo.
   Agora é hora de fazer a base real, isto é, o local onde serão colocados os elementos para se montar o painel.



I – Montagem de um painel

Passo 01 – Esboço


Passo 02 – Base – Juntar cartolinas ou papel colorset e, sobre elas, colar papel colorset verde.


Passo 03 – Fazer os elementos do painel (crianças).



Passo 04 – Colar as nuvens e balões. Riscar os fios dos balões.



Passo 05 – Colagem dos elementos finais e finalização com canetinhas e Crystal cola.




Outras sugestões




Conteúdos trabalhados:
- Cartazes e painéis – Aplicações pedagógicas.
- Elementos do painel (Planejamento, Formatos, Proporção, cores, Elementos de composição do painel, Mensagem, Letras, Perspectiva)

Técnicas trabalhadas:
- Pintura, recorte e colagem

Encaminhamento do trabalho:
- Converse com seus alunos sobre cartazes e painéis, fale sobre as especificidades e funções de cada um no ambiente escolar.
- Proponha que, em duplas ou grupos, façam cartazes ou painéis a partir de um tema proposto ou estudado.
- Outra opção é criar um painel e, a partir dele, fazer todo o estudo sobre o assunto.
- Ao final, não se esqueça de reunir os alunos e conversar sobre todo o processo, o que foi proposto, quais as dificuldades, o que foi aprendido, quais as técnicas foram trabalhadas e quais as habilidades desenvolvidas.
- Exponha os painéis para toda a escola

Observação: Para ter mais ideias leia os livros “Comemorando e Aprendendo” I, II, III e IV de minha autoria.

Observação: Plano de aula publicado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - Edição nº 11


Ivete Raffa
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terça-feira, 18 de agosto de 2015

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Arte nas escolas - Boi Bumbá - Colégio Renovação - ES - Prof. Elizete Santos

Boi Bumbá - Colégio Renovação - Vitória - ES - Prof. Elizete Santos e Tia Valéria


A professora Elizete Santos, a Tia Lili do Colégio Renovação de Vitória no ES, trabalhou os alunos na confecção de bois para a apresentação na Festa de Folclore com o tema Boi Bumbá.

Os "bois" foram feitos nas aulas de Artes orientados pela prof. Elizete Santos e a coreografia ensaiada e apresentada pela Tia Valéria, com os alunos da Ed. Infantil do Colégio.








Material: garrafas PET, bambolê, Primer, Tinta Acrílica Fosca, Crystal Cola (Acrilex), EVA várias cores, retalhos de tecido, TNT, fitas, lantejoulas, tesoura, pincel largo, renda, botões, cola quente, etc.

Modo de fazer:
a) Dobre a garrafa PET conforme primeira foto.
b) Passe duas demãos de Primer, espere secar e pinte com a Tinta Acrílica fosca (Acrilex).
c) Recorte em EVA olhos, narinas e orelhas do boi. Cole sobre a cara do boi.
d) Com fitas ou tiras de TNT faça dois laços e cole um de cada lado na cabeça do boi.
e) Encape um bambolê com tiras de TNT. Amarre tiras de TNT e tecidos estampados em toda a volta do bambolê.
f) Cole a cabeça do boi no bambolê e, atrás da cabeça amarre duas tiras para que o "boi" fique amarrado no pescoço da criança quando ela estiver dentro do bambolê.
g) Com as crianças fantasiadas apresente a coreografia do Bumba meu Boi. 

Ivete Raffa
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domingo, 9 de agosto de 2015

Datas Comemorativas - Folclore

Projeto - Folclore e o Bumba meu boi


"Bumba meu boi" - Aldemir Martins

Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem às festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

Nosso folclore:

Cantigas de roda e brincadeiras: ciranda cirandinha, pega-pega, passa anel, etc.
Culinária: feijoada, virado a paulista, etc.
Ditados populares: “De grão em grão a galinha enche o papo”, etc.
Brinquedos populares: boneca de pano, pião, bola de meia, etc.
Folclore urbano: frases escritas em pára-choques dos caminhões, etc.
Roupas: trajes próprios de cada região
Diferenças de vocabulário: nomes diferentes para um mesmo brinquedo (pipa, papagaio, pandorga), etc.
Lendas: histórias irreais que o povo conta para explicar a formação do Universo, origem de plantas, frutos, etc.
Mitos: seres irreais (curupira, saci-pererê), etc.
Danças: pezinho, ciranda, carimbó, etc.
Superstições: gato preto, pé de coelho, etc.



Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:

Boitatá - Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza.

Boto - Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

Curupira - Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Lobisomem - Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transformar-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontrar pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Mãe-D'água - Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Mula-sem-cabeça - Contam que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Saci-Pererê - O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.
"Bumba meu boi" - Vanessa Lima - 2008

Bumba-meu-Boi é uma das manifestações folclóricas brasileiras mais conhecidas e populares. Trata-se de uma espécie de auto que mistura teatro, dança, música e circo.
Cantando, conta-se a história da morte e da ressurreição de um boi.
A encenação pode ter várias formas, mas o enredo básico conta a história da escrava Catirina (ou Catarina),  grávida, que pede ao marido Francisco que mate o boi mais bonito da fazenda porque quer comer a sua língua. Ele atende ao desejo da mulher e é preso pelo seu feitor, que tenta ressuscitar o boi, com a ajuda de curandeiros ou pajés. Quando o animal volta à vida, tudo é festa. Outros personagens podem participar: Bastião, Arlequim, Pastorinha, Turtuqué, o engenheiro, o padre, o médico, o diabo etc, todos quase sempre interpretados por homens, que também fazem os personagens femininos.

Festa em Parintins (AM) - Garantido e Caprichoso

A história mais contada sobre a origem dos nomes dos bois, Garantido e Caprichoso, fala de um amor que o poeta Emídio Rodrigues Vieira teria pela mulher do repentista Lindolfo Monteverde. Ambos apresentavam seus bois todos os anos, até que Emídio desafiou: "Se cuide que este ano eu vou caprichar no meu boi". Ao que o repentista respondeu: "Pois capriche no seu que eu garanto o meu". A partir daí, a cada ano, um queria ser melhor do que o outro.
Apesar de a rivalidade ser uma das características da festa, as torcidas jamais devem vaiar a apresentação do boi adversário. Quando um torcedor do Garantido quer se referir ao Caprichoso, diz apenas "o contrário". E vice-versa. Os músicos que tocam no Caprichoso formam a Marujada, enquanto os do Garantido são a Batucada.



“Bumba meu boi” – Cândido Portinari - 1959

Atividades: - Confeccionar com sucata bois (Garantido e Caprichoso)  

Objetivos:
- Proporcionar às crianças o conhecimento das tradições de seu povo nas diferentes regiões do país, as músicas, comidas típicas, personagens folclóricos, danças, etc.
- Conhecer obras de pintores que retratam nosso folclore (Márcio Mello, Cândido Portinari e outros).
- Conhecer a Festa de Parintins e seus personagens (Boi Caprichoso e Boi Garantido) e todos os significados trabalhados nesta festividade.


I – Boi com garrafa PET



Atividade desenvolvida por Glória Tommasi - SP

Material: sucata (caixa de sapatos, garrafa pet e bloco de isopor), areia, tecidos (lisos e estampados), Crystal Cola (Acrilex), Cola para lantejoula, Guache preto, papel laminado, cola quente e cola pra tecido, tesoura, olhos móveis e fitas.

Modo de fazer:

1 – Corpo do boi
a)   Encha a garrafa PET com areia e tampe.
b)  Faça um furo na caixa de sapatos (fundos) e encaixe a garrafa pet.
c) Corte uma tira de tecido estampado, 50% maior que a volta toda da caixa. Decore e realce as estampas com Crystal cola.
d) Corte uma tira de tecido liso mais curta que o tecido estampado. Ela deverá ter o mesmo comprimento do tecido estampado. Decore com Crystal Cola.
e) Cole o tecido estampado levemente franzido nas laterais da caixa de sapato.
f)  Cole um tecido liso por cima do estampado, no mesmo lugar.
g)   Arredonde a caixa de sapatos na parte superior.
h)  Encape essa caixa com tecido liso. Dê acabamento com uma fita larga colada em toda a volta da caixa, sobre o início dos babados.
i) Cole estrelas de papel alumínio, lantejoulas e pedras na parte superior da caixa de sapatos.

2 – Cabeça do boi
a) Pegue um bloco de isopor e, com a ajuda de uma faquinha, vá modelando a cabeça do boi. Pinte-a de preto com guache.
b)  Cole lantejoulas, pedras e fitas.
c) Com cola quente, cole a cabeça no corpo do boi.


II – Boi com embalagens de tinta acrílica






Material: Primer, Tinta Acrílica Fosca Acrilex, sucata (embalagem vazia de tinta acrílica / bisnagas), papelão, EVA preto, olhos móveis, pincel e tesoura.

Modo de fazer:
a) Desenhe os chifres do boi, as orelhas e a cara no papelão. Recorte e pinte.
b) Pinte a caixa de tintas (sucata) com Primer. Dê duas demãos.
c) Pinte com Tinta Acrílica fosca.
d) Recorte duas ovais em EVA preto e cole sobre a caixinha. Cole os olhos móveis.
e) Cole os chifres, as orelhas, e a cara.
f) Para fazer um fantoche, cole o boi pronto sobre uma régua ou pedaço de madeira e aproveite para criar histórias inéditas com eles.


III – Boi com rolinhos de papel higiênico





Material: Crystal Cola, Cola de EVA, Cola branca (Acrilex) , EVA, tesoura, rolinho de papel higiênico, potinho de iogurte pequeno, palitos de sorvete e olhos móveis.

Modo de fazer:
a) Recorte os chifres do boi em EVA e cole atrás da embalagem de iogurte (cabeça) com cola para EVA. Espere secar.
b) Cole o rolinho de papel higiênico atrás da cabeça do boi.
c) Corte dois palitos de sorvete ao meio e cole as metades no rolinho pra fazer as pernas do boi.
d) Corte um retângulo em EVA e decore com Crystal cola. Cole sobre o rolinho.
e) Picote uma tira de EVA, cole como um rolinho e cole atrás, por dentro do rolinho de papel higiênico (rabo do boi).
f) Cole os olhinhos móveis e, com Crystal cola preta, faça as narinas do boi.



IV - Boi com caixas de papelão



Material: caixas de papelão, Tempera Guache Preta da Acrilex, papel Ecocores 21 cores, papel crepom (Novaprint), fitas coloridas, Crystal Cola, Cola de EVA, Cola branca (Acrilex), cartolina branca, pincel ref 054, nº 12, cola quente e tesoura.

Modo de fazer:
a) Pegue uma caixa grande e recorte um círculo na parte superior (tampas) e inferior (fundos) - corpo do boi. Separe uma caixa para a cabeça. Pinte as duas com o guache preto.
b) Recorte o focinho e os chifres em papelão, pinte de branco (focinho) e vermelho os chifres do boi. Recorte as orelhas e pinte de preto. Cole com cola quente na caixa que será a cara do boi. Recorte e cole os olhos do boi.
c) Recorte círculos com os papéis Ecocores 21 cores e cole no corpo do boi 
d) Franza papel crepom branco e cole em volta da caixa (corpo do boi). Dê acabamento com fita colorida.
e) Prenda no corpo do boi, duas fitas, uma de cada lado do círculo onde a criança entrará para brincar. Essas fitas servirão para "segurar" o boi.

Conteúdos trabalhados:
- 22 de Agosto – Dia do Folclore
- Lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil .
- Festa em Parintins (AM) – Boi Garantido e Boi Caprichoso.
- Teatro de fantoches.
- Pontos, linhas, formas, cores, contrastes, proporção, tridimensão, textura, escultura e estética.

Técnicas trabalhadas:
- Atividade 01 – Boi com garrafa PET – Montagem tridimensional e pintura sobre tecido e isopor.
- Atividade 02 – Boi com embalagens de tinta acrílica – Pintura sobre sucatas.
- Atividade 03 – Boi com rolinhos de papel higiênico – Montagem tridimensional e pintura sobre EVA.
- Atividade 04 - Boi com caixas de papelão - Pintura e montagem tridimensional + Recorte e Colagem.

Encaminhamento do trabalho:

– Pergunte às crianças o que elas sabem sobre Folclore.
- Fale sobre as lendas, mitos e contos folclóricos. Peça que perguntem aos pais sobre esse assunto e compartilhem na aula seguinte com os demais alunos da sala.
- Peça que tragam frases escritas em caminhões e, com elas, monte um painel.
- Proponha que montem uma mesa com pratos de várias regiões do país.
- Relembre com os alunos as brincadeiras de rua e as cantigas de roda.
- Fale sobre a história do Boi bumbá e, em seguida, pergunte se já viram na TV as apresentações que acontecem no Amazonas, em Parintins do Boi Caprichoso e do Boi Garantido. Peça que pesquisem sobre o assunto na sala dos computadores da escola.
- Proponha que façam com sucatas os bois e montem uma exposição na escola. Nessa exposição expliquem sobre a Festa do Boi bumbá que acontece em várias partes do Brasil e a Festa de Parintins que ficou tradicional e atrai todos os anos centenas de turistas para a cidade.
- Com o boi feito com caixas de papelão encenem a história do Boi Bumbá. e com ele brinquem a valer.

Reflexão
- Conversem sobre tudo que aprenderam sobre o Folclore, sobre a confecção dos bois,  a Festa de Parintins, enfim façam uma reflexão sobre tudo o que foi aprendido e a importância que o tema tem na vida dos brasileiros.

Observação: Para ter mais ideias leia os livros “Comemorando e Aprendendo” I, II , III e IV de autoria de Ivete Raffa – Editora Rideel
Colaboração – Prof. Glória Tommasi – SP

Este plano de aula foi publicado no site da Acrilex - www.acrilex.com.br - link "Educadores" - Edição 09

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